Tradução: Sergio Flaksman
Quando o barril de pólvora europeu explodiu em 1914, atiçado pelo estopim de Sarajevo, Thomas Mann confidenciou a um amigo: "A guerra traz purificação, libertação e uma enorme esperança". Por trás dessa afirmativa pulsavam cem anos de civilização burguesa, em que o ódio, a violência e os instintos agressivos haviam sido cuidadosamente canalizados - e canonizados.
