Millôr Fernandes sempre fez questão de se definir, não sem ironia, como um "escritor sem estilo". Durante mais de seis décadas de produção intensa, transitou pelos mais diferentes tipos de linguagem, do cartum à dramaturgia, e ao se dedicar à poesia, sua faceta menos conhecida, mantinha a mesma abordagem iconoclasta, sem se preocupar com a busca por uma unidade temática nem se prender a formas fixas.
