Novo SiteNovo SitePara sua próxima compra, será necessário fazer um novo cadastro.Para sua próxima compra, será necessário fazer um novo cadastro.
Cia das Letras

Uma jornada como tantas

Romance de grande humanidade, Francisco J.C. Dantas o constrói com um lirismo delicado e tocante, o que aprofunda a ironia diante da crueza das vicissitudes, mas que, por isso mesmo, lança um bote certeiro, a ponto de desarranjar a memória coletiva e pedir respostas.

Romance de grande humanidade, Francisco J.C. Dantas o constrói com um lirismo delicado e tocante, o que aprofunda a ironia diante da crueza das vicissitudes, mas que, por isso mesmo, lança um bote certeiro, a ponto de desarranjar a memória coletiva e pedir respostas.

Durante os preparativos para a Festa da Padroeira num lugarejo do interior do Sergipe, Madrinha se acidenta na igreja e desencaminha a gravidez do quarto filho. Sinha Amália, parteira titular da região, é buscada às pressas, mas mãe e criança precisam de cuidados urgentes, quem sabe disponíveis na cidade mais próxima, ou só em Aracaju.
O ano é 1954. A condição das estradas é deficiente e são escassos os meios de transporte. Resta apenas a Teodoro, o devotado marido, contar com os préstimos de Zé Carreiro para transportar, até lá, a gestante no seu carro-de-boi.
A peregrinação dá à luz um saber sobre um mundo ainda ignorado, que se abre e fecha em armadilhas, em trancos, em pequenas lindezas. E em árdua lição para Valdomiro — o menino que, a cavalo, acompanha o carro-de-boi e que relata, com toda a inocência, os terríveis percalços da jornada. Ao seguir a comitiva, o leitor conhece o quanto esse universo é, em verdade, distante do seu. Mas apenas em aparência.