Em 1999, quando foi lançado O dobro de cinco, primeiro álbum da “trilogia em quatro partes” protagonizada pelo detetive Diomedes, Lourenço Mutarelli já era um quadrinista conhecido, seguido de perto por um círculo de leitores fascinados por suas belas histórias de caráter pessoal e intimista, com personagens atormentados pela solidão e pela morte. Para muitos, portanto, deve ter sido uma surpresa sua guinada para um gênero popular como o quadrinho policial, em geral narrado com um traço mais contido e disciplinado, a serviço de uma história de investigação esquemática e roteiro bem definido.
